Muita gente que carrega o sobrenome De Toni ou Detoni já viu, num quadro, numa caneca ou numa página da internet, um "brasão da família". A família guarda uma dessas imagens. A pergunta é justa: ele é nosso?
A imagem que a família guarda
É um escudo dividido em quatro partes. Em duas delas, sobre fundo vermelho, aparecem homens de armas. Acima do escudo há uma águia de asas abertas, sobre fundo de ouro. A imagem chegou à família em algum momento, e a família a guardou. De onde veio e quando, ninguém sabe dizer.
Na Itália, o brasão era da casa
Na Itália, as armas não pertenciam a um sobrenome. Pertenciam a uma casa determinada: uma família concreta, num lugar concreto, com patrimônio, ofício ou jurisdição a declarar.
Uma casa chegava a ter armas por concessão de um imperador, de um príncipe ou de um soberano, com diploma. Ou assumia um sinal e o usava por tanto tempo que ele passava a ser seu. Havia ainda as armas que brincavam com o nome da família, com um desenho que lembrava o sobrenome.
E em Veneza
O território onde os De Toni viveram pertenceu à República de Veneza de 1404 a 1797. Em Veneza, a nobreza era a das famílias inscritas no Libro d'Oro. Nas cidades de terra firme, como Vicenza, havia uma nobreza local, a das famílias admitidas ao conselho da cidade. Tinham armas essas casas, o clero, as corporações e as comunidades.